O observado, o atingível e o cenário não são a mesma coisa.
O Atlas separa aptidão estrutural, histórico produtivo e simulação para evitar que um índice regional seja apresentado como previsão de safra ou resultado de talhão.
Objetivo e cobertura
A ferramenta apoia comparações técnicas para soja, milho e algodão no Brasil. Os recortes disponíveis são região, estado e município, condicionados à existência de série produtiva, geometria e cobertura mínima dos fatores publicados.
O que o Atlas chama de potencial
O site não calcula potencial biológico por um modelo ecofisiológico de cultura. A fronteira P90 é uma aproximação histórica atingível: uma referência superior dos anos válidos do recorte, usada como base do cenário. Portanto, não é promessa de produtividade máxima.
P75 observado
O P75 é o percentil 75 da produtividade observada na PAM/IBGE dentro do período selecionado. Ele permanece como comparação da realidade histórica e não recebe os ajustes configurados pelo usuário.
Fronteira P90
O P90 usa os anos válidos da mesma série observada para representar uma fronteira histórica superior. É a base do cenário ajustável, mantendo explícita a diferença entre dado observado, proxy atingível e potencial biológico.
PED-6
O potencial edafoclimático PED-6 é um índice relativo de 0 a 100. Integra seis fatores: relevo, solo, clima, persistência hídrica superficial, uso agrícola e janela ZARC. Os fatores são normalizados por cultura e macrorregião; a nota não é convertida em kg/ha.
ENSO
El Niño, Neutro e La Niña funcionam como cenários regionais por cultura e UF. O ajuste compara anomalias históricas frente aos anos neutros, usa PAM e RONI de 2010–2024, recebe retração amostral e é limitado a ±8%. Não é previsão climática municipal.
Fatores de perda e ganho produtivo
Depois da base P90 e do cenário ENSO, cada barra usa um eixo bipolar: valores negativos representam perdas potenciais, zero é neutro e valores positivos representam ganhos potenciais. Clima local, solo, manejo e sanidade têm limites explícitos, e seus efeitos físicos são combinados de forma multiplicativa para reduzir contagem dupla. A colheita não recebe fator separado porque seus resultados realizados já participam da série histórica usada no P75 e no P90.
Perfil visual do solo
O mapa principal permanece em 2D para priorizar fluidez e acesso em computadores e celulares. No recorte municipal, o botão “Ver perfil do solo” abre uma leitura hiper-realista separada, sem alterar o motor de produtividade. Textura, carbono ordinal, clima e uso agrícola vêm do PED-6 quando há cobertura. O formulário técnico é específico para soja, milho e algodão e mantém “não informado” separado de “ausente”. Compactação, estrutura, aeração, profundidade radicular, pH e alumínio separados em 0–20 e 20–40 cm, deficiência, nematoides, pragas, doenças, coberturas e consórcio formam um mapa de evidências. Compactação e alumínio informado como limitante impõem um teto visual à profundidade da raiz na camada correspondente, além de alterar o bloco Solo. O fator hídrico permanece no cenário produtivo principal e não é inferido por um percentual genérico de poros. As imagens e os organismos ampliados são referências visuais, não observações do município. Cada cultura possui um vídeo 3D curto, silencioso e carregado somente quando o perfil é aberto. O movimento de câmera e as camadas reativas criam profundidade sem reintroduzir WebGL no mapa, com contraste explícito entre potencial radicular 0 e 100.
Subfatores do solo no perfil
As evidências físicas e químicas são consolidadas em compactação, estrutura e fertilidade; esses três sinais alimentam uma única média do bloco Solo. Assim, o limite de impacto do solo é aplicado uma vez e não há vários descontos independentes para sintomas relacionados. O usuário pode anexar opcionalmente uma análise de solo em PDF. O arquivo é validado e mantido somente no dispositivo; sua simples presença não gera pontos. Os valores de pH e a classificação do alumínio confirmados nas duas camadas alimentam o score técnico e o cenário, enquanto o PDF acrescenta rastreabilidade e confiança.
Índice de Qualidade AGRYVOX beta
A leitura exploratória multiplica a nota PED-6 pelo ajuste físico do cenário depois das perdas ou ganhos produtivos. O resultado permanece entre 0 e 100. Custo por hectare e preço recebido não entram nesse índice, que não substitui o PED-6 nem deve ser interpretado como produtividade em kg/ha.
Planejamento operacional de safra
A aba cruza a cultivar, a prontidão biológica do lote, o grupo de ciclo, o diagnóstico territorial de solo e clima, o Índice de Qualidade AGRYVOX, a Tábua de Risco ZARC e a capacidade efetiva de semeadura. A data prioritária só é exibida quando a operação cabe dentro de uma sequência oficial recomendada; sanidade crítica, ausência de combinação por município, grupo ou solo e capacidade insuficiente bloqueiam a data.
A busca abre primeiro os nomes comerciais publicados nos portfólios das obtentoras e mantém a base RNC/MAPA como consulta complementar. Grupo de maturidade, ciclo, tecnologia e posicionamento entram automaticamente quando a fonte comercial os publica. Referências operacionais não publicadas continuam editáveis e são identificadas para confirmação com a obtentora e o lote.
A saída não transforma solo, clima e lote em notas isoladas. Ela organiza os inícios viáveis em uma linha do tempo e destaca três picos: o dia prioritário e duas alternativas. A altura da curva representa o encaixe relativo entre janela ZARC, ambiente, prontidão do lote, capacidade de semeadura e sucessão.
A cultura sucessora participa da escolha da primeira data. O motor projeta a colheita, procura a próxima janela e mostra folga, encaixe apertado ou incompatibilidade. Soja e algodão usam a safra ZARC 2026/27 publicada; enquanto o milho ainda não constar nessa safra, a última tábua oficial disponível aparece somente como referência provisória, com alerta para confirmação da nova portaria.
Relatório PDF da simulação
O gerador funciona no dispositivo e registra o estado atual da simulação. O relatório reúne o recorte produtivo, o mapa de evidências, uma imagem do perfil 3D, P75, P90, ENSO, ajustes físicos, dados territoriais, limitadores, economia opcional, planejamento operacional, sucessão e o Índice de Qualidade AGRYVOX. A logo oficial AGRYVOX identifica capa e cabeçalhos. O PDF anexado como análise de solo não é incorporado ao relatório; apenas seu nome e a situação documental podem ser indicados. A narrativa visual organiza gancho, evidência, revelação e próxima ação, mantendo as mesmas limitações técnicas do Atlas.
Custos e produtividade física
O usuário informa o custo total por hectare e o preço recebido por saca ou arroba. A ferramenta calcula receita bruta, sobra estimada e ponto de equilíbrio em um bloco abaixo dos resultados produtivos. Esses valores não alteram o mapa, o kg/ha, o PED-6 ou o Índice AGRYVOX.
Atualização e origem
A produção observada usa PAM/IBGE até 2024; a referência corrente usa o 10º levantamento Conab 2025/26; o cenário ENSO usa RONI/NOAA; e o PED-6 reúne as bases identificadas no inventário técnico. Cada atualização conserva versão, período, resolução e limitação.
Limites de interpretação
O Atlas não observa integralmente cultivar, população, análise laboratorial, compactação, irrigação real, sanidade, operação ou condições futuras do ciclo. As estimativas não substituem vistoria, recomendação agronômica ou responsabilidade profissional.
Fontes e licenciamento
Consulte a página de fontes e limitações para o inventário aplicado e a página de licenciamento de dados para as condições de uso dos elementos AGRYVOX e das bases externas.
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